A volta da crise dos 40
27/10/2009
Muitos leitores me pediam uma coletânea de textos desta coluna. Depois de muita reflexão, optei por uma versão turbinada de "Para homens na crise dos 40 e para mulheres interessadas em compreendê-los: edição revisada e ampliada com novas descobertas impressionantes e hipermodernas". Trata-se de mais uma promoção do Correio do Povo em parceria com a Editora Sulina. Vai custar parcos R$ 12,00. O lançamento acontecerá no próximo domingo, 1º de novembro, a partir das 14h30min, no estande da Record-RS na Feira do Livro. É uma barbadinha digna de dia de Todos os Santos. Os assinantes do CP poderão adquirir o livro por antecipação nesta semana.

Dado que a crise dos 40, da qual sou especialista há pelo menos sete anos, pode ir dos 25 anos de idade aos 82, ou mais, considero essa iniciativa um serviço de utilidade pública. Não só revisei e ampliei os textos, que exigiam unidade e um fio condutor, mas acrescentei crônicas inéditas. Os homens podem encontrar uma radiografia minuciosa das mulheres que mais encontram: a interessante, a interessada e a interesseira. As mulheres encontrarão uma tipologia exaustiva dos homens na crise dos 40: o tio, o ex-gato e o predador. Há também uma explicação sobre o que é e como aplicar o "fator Chico Buarque", que mede a tendência feminina para a traição.

Já nos primeiros capítulos, apresento um útil mapa dos primeiros sintomas da crise dos 40. Saliento que o primeiro fio de cabelo grisalho é como o primeiro sutiã, a primeira transa, a primeira viagem a Paris e a primeira vez num Gre-Nal: nunca se esquece. Depois dessa leitura, não haverá mais dúvidas. Especifico também que diferenças ainda subsistem, salvo a anatomia, entre homens e mulheres, vacas e homens e cães e donos. Sem contar que discuto a importância das cores cítricas na vida de um quarentão disposto a viver até os 80 como se tivesse 30. Tenho feito o máximo para ajudar os gaúchos a encontrar a felicidade e o caminho das pedras. Publiquei um romance de não ficção, "Getúlio", para acertar as nossas contas com o passado. Lancei um livro de quase autoajuda, "Aprender a (Vi)ver", para mostrar que de olhos fechados não dá para ver as curvas da existência. Escrevi "Solo", minha obra-prima, para provar que a vida é irmã do sonho.

Mas é com "Para Homens na Crise dos 40 e Para Mulheres Interessadas em Compreendê-los" que penso contribuir para o entendimento do feminino e do masculino nestes tempos de metrossexuais em que a adolescência começa aos 9 anos de idade e termina aos 32, enquanto a idade da razão surge quando o sujeito está disposto a enlouquecer ou a chutar o balde. Não me limito, obviamente, ao diagnóstico e aos efeitos desse mal do qual me tornei um estudioso reputado. Examino também o cenário em que se dissemina, essa era da mídia chamada por uns de pós-moderna e por outros de hipermoderna, na qual os pais aceitam em casa que os namoradas das filhas durmam com elas, mas impõem um limite severo, um novo tabu: não atacar as cervejas da geladeira. Faz sentido.

(Coluna de Juremir Machado da Silva no Correio do Povo / Porto Alegre / RS)
Link: www.correiodopovo.com.br

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